o que é projeto integrador

O Projeto Integrador (PI) representa uma metodologia de ensino-aprendizagem cada vez mais presente no cenário educacional brasileiro, especialmente no ensino superior e técnico.

Diferente das abordagens tradicionais, o PI propõe uma experiência prática e multidisciplinar, onde os estudantes são desafiados a aplicar conhecimentos teóricos na resolução de problemas reais.

Este artigo detalha o conceito, suas características, importância e oferece um guia completo para sua elaboração e sucesso.

O que é Projeto Integrador?

O Projeto Integrador (PI) é uma atividade curricular que visa integrar e aplicar os conhecimentos adquiridos em diversas disciplinas de um curso na resolução de um problema real ou na criação de uma solução prática.

Trata-se de uma metodologia ativa de aprendizagem que coloca o estudante no centro do processo, incentivando a pesquisa, a colaboração e o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para o mercado de trabalho e para a vida.

Em sua essência, o PI desafia os alunos a trabalhar em equipe para identificar um problema, pesquisar suas causas e possíveis soluções, planejar as ações necessárias e, finalmente, desenvolver e apresentar uma proposta ou protótipo que aborde o problema de forma inovadora e eficaz.

É uma oportunidade de transformar a teoria em prática, conectando o ambiente acadêmico com as demandas da sociedade e do mundo profissional.

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Qual a diferença entre TCC e projeto integrador?

Embora tanto o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) quanto o Projeto Integrador (PI) sejam atividades acadêmicas importantes, eles possuem naturezas e objetivos distintos.

O TCC é, tradicionalmente, um trabalho de pesquisa aprofundada, individual ou em pequenos grupos, que culmina na produção de um artigo científico, monografia ou outro formato que demonstre a capacidade do estudante de investigar um tema específico, analisar dados e apresentar conclusões originais. Ele foca na produção de conhecimento e na autoria intelectual.

Por outro lado, o Projeto Integrador é uma atividade mais voltada para a aplicação prática do conhecimento na resolução de um problema real ou na criação de uma solução tangível.

Geralmente realizado em grupo, o PI busca integrar os saberes de diversas disciplinas cursadas, promovendo a interdisciplinaridade e o desenvolvimento de competências e habilidades. Enquanto o TCC tem um caráter mais teórico e de pesquisa, o PI enfatiza a ação, a colaboração e a prototipagem de soluções.

A tabela a seguir sumariza as principais diferenças:

CaracterísticaTCC (Trabalho de Conclusão de Curso)Projeto Integrador (PI)
Foco PrincipalPesquisa e produção de conhecimentoAplicação prática e resolução de problemas reais
NaturezaTeórica, investigativaPrática, multidisciplinar, colaborativa
Formato ComumMonografia, artigo científicoProduto, protótipo, plano de ação, relatório de projeto
TrabalhoGeralmente individual ou em duplasPredominantemente em grupo
ObjetivoDemonstrar domínio teórico e metodológicoIntegrar saberes e desenvolver competências práticas

Quais exemplos de projeto integrador?

Os Projetos Integradores são extremamente versáteis e podem ser aplicados em diversas áreas do conhecimento e níveis de ensino. A essência é sempre a resolução de um problema real ou a criação de uma solução prática, utilizando uma abordagem multidisciplinar. Alguns exemplos incluem:

Desenvolvimento de um aplicativo: Estudantes de tecnologia podem criar um aplicativo para resolver um problema social, como um sistema de agendamento de consultas médicas para comunidades carentes ou um aplicativo de reciclagem.

Campanha de conscientização ambiental: Alunos de diversas áreas (comunicação, biologia, design) podem desenvolver uma campanha completa para conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental em uma comunidade local, incluindo a criação de materiais gráficos, vídeos e eventos.

Plano de negócios para uma startup: Em cursos de administração e empreendedorismo, os estudantes podem elaborar um plano de negócios detalhado para uma startup fictícia ou real, abrangendo desde a análise de mercado até a projeção financeira e estratégias de marketing.

•Protótipo de um produto inovador: Equipes de engenharia ou design podem projetar e construir um protótipo funcional de um produto que atenda a uma necessidade específica do mercado, como um dispositivo de baixo custo para monitorar a qualidade do ar.

Intervenção social em uma comunidade: Estudantes de serviço social, psicologia e pedagogia podem planejar e executar uma intervenção em uma comunidade, como a criação de oficinas educativas para crianças ou programas de apoio a idosos.

Análise e otimização de processos em uma empresa: Em cursos de gestão ou engenharia de produção, os alunos podem analisar os processos de uma empresa parceira e propor melhorias para aumentar a eficiência e reduzir custos.

Estes exemplos demonstram a flexibilidade do Projeto Integrador em abordar desafios complexos, incentivando a criatividade, o trabalho em equipe e a aplicação prática do conhecimento adquirido em sala de aula.

Como iniciar o projeto integrador?

Iniciar um Projeto Integrador requer planejamento e organização para garantir que o processo seja eficiente e produtivo. As etapas iniciais são cruciais para o sucesso do projeto:

1- Formação do Grupo: Geralmente, os PIs são realizados em grupo. É fundamental formar uma equipe com membros que possuam habilidades complementares e que demonstrem comprometimento. A comunicação eficaz e a divisão clara de responsabilidades são essenciais para o bom andamento do trabalho.

2- Definição do Tema e Problema: Com base no tema norteador proposto pela instituição de ensino (se houver) ou em áreas de interesse do grupo, é preciso identificar um problema real que o projeto buscará resolver. Este problema deve ser relevante, desafiador e passível de solução dentro do tempo e recursos disponíveis. A fase de imersão, onde o grupo entra em contato com a realidade e levanta o problema, é fundamental.

3- Pesquisa e Levantamento de Dados: Uma vez definido o problema, o grupo deve realizar uma pesquisa aprofundada para entender o contexto, as causas e as possíveis soluções. Isso pode envolver levantamento bibliográfico, entrevistas com especialistas, coleta de dados em campo, entre outros. Esta etapa é crucial para embasar as decisões e o desenvolvimento do projeto.

4- Elaboração do Plano de Ação: O plano de ação detalha as etapas a serem seguidas, as atividades a serem realizadas, os prazos, os recursos necessários e as responsabilidades de cada membro do grupo. Este documento serve como um guia para o desenvolvimento do projeto e ajuda a manter o foco e a organização.

5- Busca por Orientação: O orientador do Projeto Integrador desempenha um papel fundamental, oferecendo suporte, direcionamento e feedback. É importante manter uma comunicação regular com o orientador para discutir o progresso, superar desafios e garantir que o projeto esteja alinhado com os objetivos propostos.

Ao seguir essas etapas iniciais, os estudantes estabelecem uma base sólida para o desenvolvimento de um Projeto Integrador bem-sucedido, transformando a teoria em prática e gerando soluções inovadoras.

Quais são as 4 fases do projeto?

As fases de um projeto, incluindo o Projeto Integrador, geralmente seguem um ciclo de vida bem definido, que pode ser adaptado conforme a metodologia adotada.

Embora algumas literaturas mencionem cinco fases (iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento), é comum simplificar para quatro fases principais, que englobam as atividades essenciais para a gestão de qualquer projeto.

1- Iniciação: Esta é a fase de concepção do projeto. Nela, o problema a ser resolvido é identificado, os objetivos são estabelecidos, e a viabilidade do projeto é avaliada. No contexto do PI, é quando o grupo define o tema, o problema e os resultados esperados, muitas vezes com a orientação do professor.

2- Planejamento: Nesta fase, o projeto é detalhado. São definidas as atividades, os recursos necessários (humanos, materiais, financeiros), o cronograma, as responsabilidades de cada membro da equipe e as métricas de sucesso. Um plano de ação bem elaborado é crucial para guiar a execução e evitar desvios.

3- Execução: É a fase onde o plano é colocado em prática. As atividades são realizadas, os protótipos são desenvolvidos, as pesquisas são conduzidas e as soluções são implementadas.

Durante a execução, é fundamental manter a comunicação constante entre os membros do grupo e com o orientador, além de registrar o progresso e os desafios encontrados.

4- Encerramento: A fase final envolve a entrega do produto ou solução desenvolvida, a apresentação dos resultados, a avaliação do projeto e a documentação das lições aprendidas. No PI, isso geralmente inclui a entrega de relatórios (parcial e final), a apresentação do projeto (vídeo ou oral) e a avaliação colaborativa.

É importante ressaltar que, embora apresentadas sequencialmente, essas fases podem ter sobreposições e iterações, especialmente em projetos que utilizam metodologias ágeis.

Projeto integrador é obrigatório?

A obrigatoriedade do Projeto Integrador (PI) pode variar de acordo com a instituição de ensino e o curso. No entanto, com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as diretrizes para o Novo Ensino Médio, os projetos integradores ganharam destaque e, em muitos contextos, tornaram-se componentes curriculares obrigatórios.

No Ensino Médio, por exemplo, os itinerários formativos, que permitem aos estudantes aprofundar-se em áreas de seu interesse, preveem a utilização de projetos integradores como uma forma de conectar o aprendizado com o mundo do trabalho e a educação digital. Isso significa que, para muitos alunos, a participação em PIs é uma exigência para a conclusão do curso.

No ensino superior, especialmente em cursos de graduação tecnológica e bacharelados que enfatizam a prática e a resolução de problemas, o Projeto Integrador é frequentemente uma disciplina obrigatória. Ele serve como um elo entre as diversas disciplinas, permitindo que os alunos apliquem de forma integrada os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.

É fundamental que os estudantes verifiquem o currículo de seu curso e as normas da sua instituição para entender a natureza e a obrigatoriedade do Projeto Integrador em seu contexto específico.

Quais são os 3 tipos de projetos?

No contexto educacional, especialmente com as diretrizes da BNCC, os projetos podem ser classificados em diferentes tipos, dependendo do nível de integração entre as áreas do conhecimento. Essa classificação ajuda a compreender a profundidade e a abrangência da abordagem multidisciplinar.

1- Projetos Intradisciplinares: Focam em um único componente curricular ou disciplina. Embora busquem aprofundar o conhecimento em uma área específica, ainda podem incorporar elementos práticos e de resolução de problemas dentro desse campo. São úteis para consolidar conceitos e habilidades de uma disciplina de forma mais engajadora.

2- Projetos Interdisciplinares: Este é o tipo mais comum de Projeto Integrador. Envolve a colaboração entre duas ou mais disciplinas para abordar um problema ou tema comum. O objetivo é que os conhecimentos de diferentes áreas se complementem, proporcionando uma visão mais holística e complexa do objeto de estudo. Por exemplo, um projeto sobre sustentabilidade pode integrar conhecimentos de biologia, geografia e química.

3- Projetos Transdisciplinares: Representam o nível mais elevado de integração. Ultrapassam as fronteiras das disciplinas existentes, buscando criar um novo campo de conhecimento ou uma nova forma de abordar um problema que não se encaixa nas categorias disciplinares tradicionais. Envolvem a participação de diferentes saberes, incluindo o conhecimento popular e a experiência da comunidade, para construir soluções inovadoras e abrangentes.

Essa categorização é fundamental para que as instituições de ensino e os educadores possam planejar e desenvolver Projetos Integradores que realmente promovam a conexão entre os saberes e a aplicação prática do conhecimento.

Quantas páginas deve ter um projeto integrador?

Ao contrário de trabalhos acadêmicos mais formais como o TCC, que geralmente possuem um número mínimo e máximo de páginas bem estabelecido, o Projeto Integrador (PI) apresenta uma flexibilidade maior em relação à sua extensão. A quantidade de páginas de um PI pode variar significativamente dependendo de diversos fatores, como:

  • Nível de ensino: Projetos no ensino médio ou técnico podem ser mais concisos do que os desenvolvidos em cursos de graduação ou pós-graduação.
  • Complexidade do projeto: Projetos que envolvem pesquisa aprofundada, desenvolvimento de protótipos complexos ou intervenções sociais de grande escala tendem a exigir relatórios mais extensos.
  • Formato de entrega: O PI pode ser entregue em diferentes formatos, como um relatório técnico, um artigo científico, um portfólio, um vídeo de apresentação acompanhado de um resumo executivo, ou até mesmo um produto físico com documentação de suporte. Cada formato terá suas próprias diretrizes de extensão.
  • Normas da instituição: Cada instituição de ensino pode estabelecer suas próprias diretrizes e normas para a entrega do Projeto Integrador, incluindo a extensão do documento final. É comum que as instituições forneçam manuais ou orientações específicas, que podem indicar um número aproximado de páginas ou a estrutura que deve ser seguida.

Em geral, o mais importante não é a quantidade de páginas, mas sim a qualidade e a clareza da documentação, que deve ser suficiente para apresentar o problema, a metodologia utilizada, as soluções propostas, os resultados alcançados e as conclusões do grupo.

Se o formato for um relatório escrito, é comum que ele tenha entre 10 a 30 páginas, excluindo elementos pré-textuais e pós-textuais, mas isso é apenas uma estimativa e deve ser confirmado com o orientador e as normas da instituição, as citações e referências devem seguir as normas da ABNT.

O que acontece se não entregar o projeto integrado?

A não entrega do Projeto Integrador (PI) ou a reprovação nele pode ter consequências significativas para o estudante, variando de acordo com as políticas da instituição de ensino.

Como o PI é frequentemente um componente curricular obrigatório, sua não conclusão pode impactar diretamente o histórico acadêmico do aluno.

As principais consequências podem incluir:

  • Reprovação na disciplina: Se o Projeto Integrador for uma disciplina específica no currículo, a não entrega ou a reprovação resultará na reprovação nessa disciplina. Isso pode exigir que o aluno a curse novamente em um semestre posterior, atrasando sua formação.
  • Atraso na graduação: A reprovação em uma disciplina obrigatória, como o PI, pode impedir o aluno de avançar para as próximas etapas do curso ou de colar grau, prolongando o tempo necessário para a conclusão da formação.
  • Prejuízo no histórico acadêmico: A reprovação em qualquer disciplina, incluindo o PI, é registrada no histórico escolar do aluno, o que pode ser um fator a ser considerado em processos seletivos futuros, como pós-graduações ou vagas de emprego.
  • Perda de oportunidades: Em alguns casos, o Projeto Integrador pode ser uma vitrine para o talento dos alunos, atraindo a atenção de empresas ou instituições. A não participação ou a reprovação pode significar a perda dessas oportunidades.

É crucial que os estudantes levem o Projeto Integrador a sério e busquem o apoio necessário (orientadores, colegas, tutores) para superar quaisquer dificuldades.

Em caso de problemas que impeçam a entrega, é fundamental comunicar-se com a coordenação do curso ou com o orientador para buscar soluções ou alternativas, se houver.

Projeto integrador pode reprovar?

Sim, o Projeto Integrador (PI) pode reprovar o estudante. Como mencionado anteriormente, o PI é frequentemente uma atividade curricular obrigatória e, como tal, está sujeito aos critérios de avaliação da instituição de ensino. A reprovação pode ocorrer por diversos motivos, incluindo.

  • Não entrega do projeto: A ausência da entrega do trabalho final ou de etapas importantes dentro dos prazos estabelecidos é um dos motivos mais comuns para a reprovação.
  • Qualidade insuficiente: Mesmo com a entrega, o projeto pode ser considerado insuficiente em termos de qualidade, não atendendo aos objetivos propostos, demonstrando falta de aprofundamento teórico, falhas na metodologia ou na aplicação prática dos conhecimentos.
  • Falta de participação: Em projetos em grupo, a falta de participação efetiva de um ou mais membros pode levar à reprovação individual, mesmo que o grupo como um todo obtenha sucesso. A avaliação da colaboração e do engajamento é um aspecto importante do PI .
  • Plágio: A apresentação de trabalhos com plágio, seja de fontes externas ou de outros colegas, é uma infração grave e resulta em reprovação automática, além de outras sanções disciplinares.
  • Não cumprimento das normas: O não atendimento às normas técnicas (como ABNT, se aplicável) ou às diretrizes específicas da instituição para a elaboração e apresentação do projeto também pode ser um fator de reprovação.

É fundamental que os estudantes compreendam os critérios de avaliação do Projeto Integrador desde o início e busquem o suporte necessário para garantir um desempenho satisfatório.

A comunicação constante com o orientador e a equipe é essencial para identificar e corrigir problemas ao longo do desenvolvimento do projeto.

O que são projetos integradores segundo a BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desempenha um papel central na redefinição do ensino no Brasil, e os Projetos Integradores (PIs) são um dos pilares dessa nova abordagem pedagógica. Segundo a BNCC, os PIs são estratégias que promovem a integração de diferentes áreas do conhecimento e a aplicação prática dos saberes na resolução de problemas do cotidiano e da sociedade.

No contexto da BNCC, os projetos integradores são incentivados por diversas razões:

Desenvolvimento de Competências e Habilidades: A BNCC enfatiza o desenvolvimento de competências gerais, como pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração e responsabilidade. Os PIs são um ambiente propício para que os estudantes desenvolvam e exercitem essas competências de forma ativa e significativa.

  • Contextualização e Significado: Ao abordar problemas reais e relevantes para a vida dos alunos, os PIs tornam a aprendizagem mais contextualizada e significativa, conectando a teoria à prática e mostrando a utilidade do conhecimento adquirido.
  • Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade: A BNCC promove a superação da fragmentação do conhecimento. Os PIs, por sua natureza, incentivam a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade, permitindo que os alunos compreendam as conexões entre diferentes áreas do saber.
  • Protagonismo Estudantil: Os PIs colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem, incentivando sua autonomia, iniciativa e capacidade de tomar decisões e resolver problemas de forma colaborativa.
  • Temas Contemporâneos Transversais (TCTs): A BNCC sugere a abordagem de TCTs, como meio ambiente, ciência e tecnologia, multiculturalismo, cidadania e civismo, economia e saúde. Os PIs são um excelente veículo para explorar esses temas de forma aprofundada e engajadora.

Em suma, a BNCC vê os Projetos Integradores como ferramentas essenciais para uma educação mais dinâmica, participativa e alinhada com os desafios do século XXI, preparando os estudantes para serem cidadãos críticos e atuantes.

Projeto integrador é o mesmo que TCC?

Não, Projeto Integrador (PI) não é o mesmo que TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Embora ambos sejam trabalhos acadêmicos importantes e, em muitos casos, obrigatórios para a conclusão de um curso, suas finalidades, metodologias e formatos são distintos.

Conforme detalhado na seção “Qual a diferença entre TCC e projeto integrador?”, o TCC foca na pesquisa aprofundada e na produção de conhecimento original, com um caráter mais teórico e investigativo.

Já o Projeto Integrador tem como principal objetivo a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em diversas disciplinas para resolver um problema real ou desenvolver uma solução concreta. Ele valoriza a interdisciplinaridade, o trabalho em equipe e o desenvolvimento de competências e habilidades práticas.

Em resumo, enquanto o TCC é a culminância de um processo de pesquisa e aprofundamento teórico, o PI é a materialização da capacidade do estudante de integrar saberes e agir de forma proativa diante de desafios do mundo real. Ambos são complementares na formação acadêmica, mas não são intercambiáveis.

Qual a finalidade do projeto integrador?

A finalidade primordial do Projeto Integrador (PI) é proporcionar uma experiência de aprendizagem que transcenda a mera aquisição de conhecimentos teóricos.

Ele busca, essencialmente, preparar o estudante para os desafios do mundo real, desenvolvendo uma série de competências e habilidades que são cruciais tanto para a vida acadêmica quanto para a profissional.

Entre as principais finalidades do Projeto Integrador, destacam-se:

  • Integrar Conhecimentos: O PI serve como uma ponte entre as diversas disciplinas do currículo, permitindo que o estudante perceba as conexões entre os diferentes saberes e como eles podem ser aplicados de forma conjunta para resolver problemas complexos.
  • Desenvolver Competências Práticas: Ao envolver o estudante na resolução de problemas reais, o PI promove o desenvolvimento de habilidades como pensamento crítico, criatividade, resolução de problemas, tomada de decisão, comunicação eficaz e trabalho em equipe.
  • Estimular o Protagonismo e a Autonomia: O estudante é colocado no centro do processo de aprendizagem, sendo responsável por pesquisar, planejar, executar e avaliar seu próprio projeto, o que fomenta a autonomia e a iniciativa.
  • Contextualizar a Aprendizagem: Ao lidar com situações e problemas do cotidiano ou do ambiente profissional, o PI torna a aprendizagem mais significativa e relevante, mostrando a aplicabilidade do que é estudado em sala de aula.
  • Promover a Interdisciplinaridade: O PI incentiva a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento, enriquecendo a perspectiva do estudante e preparando-o para atuar em ambientes multidisciplinares.
  • Fomentar a Inovação: Ao desafiar os estudantes a propor soluções criativas e inovadoras para problemas existentes, o PI estimula a capacidade de inovar e de pensar “fora da caixa”.
  • Preparar para o Mercado de Trabalho: As habilidades desenvolvidas no PI, como a capacidade de trabalhar em equipe, resolver problemas e gerenciar projetos, são altamente valorizadas no mercado de trabalho, tornando o estudante mais preparado e competitivo.

Em suma, o Projeto Integrador visa formar profissionais mais completos, capazes de aplicar o conhecimento de forma integrada, crítica e criativa, contribuindo para a solução de problemas e para o desenvolvimento da sociedade.

Qual é o principal objetivo do projeto?

O principal objetivo do Projeto Integrador (PI) pode ser sintetizado em um ponto central: integrar e aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula na resolução de um problema real ou na criação de uma solução prática, de forma multidisciplinar e colaborativa.

Este objetivo abrangente desdobra-se em metas mais específicas, que visam a formação integral do estudante:

Desenvolver a capacidade de resolver problemas: O PI desafia os alunos a identificar, analisar e propor soluções para problemas complexos, utilizando uma abordagem sistemática e criativa.

  • Promover a interdisciplinaridade: Incentivar a conexão entre diferentes áreas do conhecimento, mostrando como os saberes se complementam e contribuem para uma compreensão mais completa da realidade.
  • Estimular o trabalho em equipe: Fomentar a colaboração, a comunicação e a divisão de tarefas entre os membros do grupo, habilidades essenciais para o ambiente profissional.
  • Aprimorar competências e habilidades: Desenvolver o pensamento crítico, a autonomia, a iniciativa, a liderança, a capacidade de pesquisa e a comunicação, preparando o estudante para os desafios acadêmicos e profissionais.
  • Contextualizar a aprendizagem: Tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo, ao demonstrar a aplicabilidade prática dos conceitos estudados e a relevância do conhecimento para a sociedade.
  • Gerar produtos ou soluções inovadoras: Capacitar os estudantes a transformar ideias em resultados concretos, seja um protótipo, um plano de ação, uma campanha ou um serviço.

Em essência, o PI busca ir além da memorização de conteúdo, capacitando os estudantes a serem agentes de transformação, capazes de utilizar o conhecimento de forma ativa e impactante.

Conclusão

O Projeto Integrador (PI) emerge como uma ferramenta pedagógica de valor inestimável no cenário educacional contemporâneo. Longe de ser uma mera formalidade acadêmica, ele se estabelece como um catalisador para o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais, preparando os estudantes não apenas para o sucesso em suas carreiras, mas também para uma atuação cidadã consciente e transformadora.

Ao integrar conhecimentos de diversas disciplinas, fomentar a resolução de problemas reais e estimular o trabalho colaborativo, o PI transcende os limites da sala de aula, conectando a teoria à prática de maneira significativa e impactante.

A sua obrigatoriedade crescente, alinhada às diretrizes da BNCC, reflete o reconhecimento de sua importância na formação de indivíduos mais autônomos, críticos e inovadores.

Portanto, encarar o Projeto Integrador com dedicação e engajamento é investir na própria formação, capacitando-se para os desafios e oportunidades de um mundo em constante evolução. Leia também sobre projeto de vida no ensino médio.

Sobre o Autor

Salvina Félix
Salvina Félix

Salvina Felix é professora e escritora, com mais de 30 anos de experiência em sala de aula. Atuou na Educação Infantil, no Ensino Fundamental 1 e no Ensino Fundamental 2, sempre desenvolvendo práticas pedagógicas que valorizam a criatividade, a autonomia e a aprendizagem significativa. Criadora do Salvify, plataforma que facilita a elaboração de planos de aula alinhados à BNCC, dedica-se a apoiar educadores e estudantes de Pedagogia em sua jornada formativa. No blog, compartilha conteúdos, reflexões e recursos práticos que tornam o trabalho docente mais leve, eficiente e inspirador.