
E hoje eu vim te contar sobre uma que é um verdadeiro clássico da Educação Infantil. Também recomendo o plano de aula sobre água. O “Afunda ou Não Afunda“. Mas não é só jogar as coisas na água, não!
É uma oportunidade de ouro para despertar a curiosidade científica dos nossos pequenos de um jeito super leve e cheio de descobertas, podendo inclusive compor um excelente plano de aula que integra exploração, investigação e experimentação.
Por Que o “Afunda ou Não Afunda” é Tão Legal?
Olha, a gente sabe que o dia a dia na escola é uma correria, mas tem atividades que valem cada segundo do nosso planejamento. O “Afunda ou Não Afunda” é uma delas porque:
•Desperta o Cientista Interior: As crianças viram pequenos cientistas! Elas olham o objeto, pensam, arriscam um palpite (“Acho que afunda!”), testam e veem o que acontece. É a base do pensamento científico na prática!
•Solta a Língua da Criançada: É um festival de falas! “Olha, professora, boiou!”, “Por que esse afundou e o outro não?”. Elas descrevem, perguntam, contam o que acham. É um prato cheio para o desenvolvimento da linguagem.
•Mão na Massa (e na Água!): Pegar os objetos, colocar na água, sentir a textura… Tudo isso ajuda a refinar a coordenação motora, tanto a fina quanto a mais ampla. E a gente sabe o quanto isso é importante nessa fase!
•Matemática Sem Perceber: Peso, tamanho, volume… Tudo isso entra em jogo de forma super natural. Elas começam a perceber que objetos grandes podem flutuar e pequenos podem afundar, e vice-versa. É a matemática do dia a dia!
•Amizade e Compartilhamento: Dá para fazer em grupo, e aí a troca é riquíssima! Um ajuda o outro, um ouve a hipótese do colega, um comemora a descoberta do amigo. É um show de socialização!
Conectando com a BNCC: Porque a Gente Também Pensa no Currículo!
Sim, essa brincadeira “inocente” está super alinhada com o que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe para a Educação Infantil. Ela toca em pontos importantes como:
•O Eu, o Outro e o Nós: A interação entre as crianças é constante, seja na hora de escolher os objetos, de testar ou de contar o que descobriram.
•Corpo, Gestos e Movimentos: O manuseio dos objetos e a movimentação em torno da bacia são ótimos para o desenvolvimento corporal.
•Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações: Aqui é onde a mágica acontece! As crianças observam fenômenos naturais, investigam, comparam e começam a entender como o mundo funciona.

Quais materias pode ser usado no plano de aula do afunda ou não afunda?
A melhor parte dessa atividade é que você não precisa de nada mirabolante! A maioria dos materiais está aí, na sua sala, no pátio da escola ou até na casa das crianças.
A ideia é ter uma boa variedade para a exploração ser completa. Pense em coisas com texturas, pesos e tamanhos diferentes. Bora lá para algumas ideias:
Para afundar na água você pode usar:
- Pedrinhas: De todos os tamanhos que encontrar.
- Moedas: Aquelas que vivem perdidas no fundo da bolsa.
- Chaves: As que não abrem mais nada, claro!
- Pregos e Parafusos: Pequeninos, para não ter perigo.
- Tesoura sem ponta: A segurança em primeiro lugar!
- Colheres de metal: Daquelas que a gente usa no dia a dia.
- Massinha de modelar: Quando a criança faz uma bolinha bem compacta.
- Borrachas: De apagar, que sempre somem na sala.
- Alguns legumes e frutas: Batata, cenoura, uva. (Mas ó, a maçã pode te surpreender!)
Para não afundar na água você pode usar:
- Folhas secas: Do pátio da escola ou do quintal.
- Galhinhos: Pequenos e leves.
- Tampinhas de garrafa: Plásticas, coloridas, um charme!
- Isopor: Aqueles pedacinhos que sobram de embalagens.
- Esponjas: De banho ou de cozinha, que absorvem água e depois flutuam!
- Rolhas: De garrafa de vinho (se tiver alguma por aí!).
- Penas: Leves como uma pluma!
- Brinquedos de plástico: Patinhos, barquinhos, bonequinhos.
- Brinquedos de plástico: Patinhos, barquinhos, bonequinhos.
- Lápis e canetas: De madeira ou plástico
- Pedaços de madeira: Leves, que a gente encontra por aí.
- Massinha de modelar: Se a criança moldar como um barquinho ou deixar ar dentro.
- Outros legumes e frutas: Laranja (com casca e sem casca – essa é uma surpresa e tanto!), limão, pimentão.
O Kit Básico da Experiência:
- Bacias ou baldes: Se forem transparentes, melhor ainda, para a criançada ver tudo!
- Água: Muita água! E prepare-se para molhar um pouco!
- Panos ou toalhas: Para a bagunça controlada e para secar os objetos.
- Fichas de registro (opcional): Pode ser um desenho simples de uma bacia com um espaço para desenhar o objeto e marcar se afundou ou flutuou. A criatividade é sua!
- Celular ou câmera: Para registrar esses momentos incríveis! As fotos e vídeos viram memórias e até material para mostrar para os pais.
O Passo a Passo Descomplicado: Como Fazer Acontecer!
1- A Roda da Conversa (e das Hipóteses!): Comece a atividade sentando com a turma. Pergunte: “O que vocês acham que acontece quando a gente coloca as coisas na água?” Deixe-os falar, contar as experiências deles na piscina, no banho. Anote as hipóteses mais curiosas!
2- A Caça aos Tesouros (Objetos): Convide a turma para uma “caça ao tesouro” de objetos. Pode ser na sala, no pátio. Se for uma tarefa de casa, peça para trazerem um ou dois objetos. Combine um limite para não virar uma bagunça!
3- Montando o Laboratório (Sem Estresse): Arrume as bacias com água. Se der, faça em um lugar aberto, com sol, para secar mais rápido e a limpeza ser mais fácil. Tenha os panos à mão, porque a água vai espirrar, e tudo bem!
4- A Hora da Verdade (e da Diversão): Em pequenos grupos, cada criança pega um objeto e coloca na água. Incentive a observação: “O que aconteceu?”, “Por que você acha que boiou?”, “E se a gente amassar o papel, será que muda?”. Sua mediação é fundamental aqui!
5- Registrando as Descobertas (Do Jeito Deles): Depois da farra na água, é hora de registrar. Pode ser um desenho, uma marca na ficha. Para os mais velhos, uma tabela simples de “Afunda” e “Flutua” é ótima. O importante é que eles expressem o que aprenderam.
6- A Grande Revelação (e a Conversa Final): Junte todo mundo de novo. Compare as hipóteses iniciais com o que realmente aconteceu.
Explique, de um jeito bem simples, que alguns objetos são mais “pesados” para o seu tamanho que a água, e outros são mais “levinhos”. É a densidade entrando em cena, sem nomes complicados!
Dicas de Amiga para Amiga Professora:
- Deixe a Curiosidade Guiar: Não tenha medo de sair um pouco do roteiro. Se a criança se interessar por algo inesperado, siga o fluxo! A curiosidade é o melhor professor.
- Flexibilidade é Tudo: Nem tudo vai sair como planejado, e tá tudo bem! O importante é o processo, a exploração.
- Segurança Sempre: Verifique se os objetos são seguros e se o local da atividade não oferece riscos. A gente quer diversão, não susto!
- Inove: Para os mais velhos, que tal testar com água com sal? Ou até com óleo (com muita supervisão, claro!). As possibilidades são infinitas!
- Registre Tudo: Tire fotos, faça vídeos! Esses registros são preciosos para mostrar o aprendizado para os pais e para você mesma ver a evolução da turma.
Conclusão: Mais Que Uma Atividade, Uma Aventura!
O “Afunda ou Não Afunda” é muito mais que uma atividade simples. É uma aventura científica que cabe na palma da mão (e na bacia!) dos nossos pequenos.
Ao propor essa experiência, você não está apenas ensinando sobre flutuação, mas cultivando a curiosidade, o pensamento crítico e o amor pela descoberta. Use também as atividades lúdicas para enriquecer as aulas. E isso, minha amiga, é um presente para a vida toda!
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